Ciclo de Estudos sobre René Roussillon

O ITIPOA vai realizar uma atividade muito especial no primeiro semestre de 2019!

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O Ciclo de Estudos sobre René Roussillon será um percurso de estudos em 3 finais de semana, com a presença da psicanalista Eliana Rache. O psicanalista francês René Roussillon traz contribuições importantes sobre a dimensão narcísica das primeiras trocas com o outro, envolvendo os processos de investimento afetivo, fusão e desfusão pulsional, objetalização e simbolização primária, que darão início ao importante processo de subjetivação. Esses intercâmbios estão sempre sujeitos a turbulências e fracassos e podem produzir traumatismos, chamados por ele de narcísico-identitários com severas consequências para a vida desses indivíduos.

Eliana enfatiza os aspectos clínicos contemplados no estudo aprofundado do autor, com sua capacidade de jogar, brincar, movimentar-se, “dançar” a partir do entrelaçamento da metapsicologia com suas capacidades clínicas, o que faz de sua obra uma referência para todos os psicanalistas da atualidade.

Os encontros acontecem sempre às sextas (das 20h às 21h30) e aos sábados (das 9h às 12h30)

Nos dias 12 e 13 de abril acontece o primeiro encontro tem como tema “Roussillon – um psicanalista na contemporaneidade”.

Em maio os encontros ocorrem nos dias 24 e 25, com o tema “Simbolizações primárias”. Como preparação para o encontro, indicamos a a parte dois do livro de Eliana Rache: “Travessia do corporal para o simbólico corporal”, além do texto de René Roussillon “Simbolizações primárias e secundárias”, disponível aqui.

Os últimos encontros acontecem nos dias 16 e 17 de agosto, com o tema “Linguagens do corpo e seus exemplos clínicos”.

René Roussillon pode ser entendido como um analista na contemporaneidade por sua mente aberta, sensibilidade na clínica, liberdade para entender processos psíquicos e estendê-los a novas clínicas infanto-juvenis, grupais, familiares, institucionais sempre à luz do pensamento analítico. É o que será tratado em linhas gerais no primeiro encontro em abril.

No segundo encontro, em maio, nossa atenção será voltada para o tema sobre as linguagens do corpo que são expressões no corpo das mais diferentes formas de conflitos pré-verbais que não puderam se tornar psíquicos e se atualizam no corpo através do ato, do soma.

No terceiro encontro, no mês de agosto, o tema circulará em torno das simbolizações primárias que se referem às transformações ocorridas das impressões mnêmicas de traços perceptivos motores em representações-coisa.

Nossa convidada Eliana Rache é membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP), psicanalista de crianças e adolescentes da International Psychoanalytical Association (IPA) e membro aderente da Asociación Psicoanalítica Argentina (APA). É membro da École de Psychosomatique de Paris e doutora pelo Núcleo de Psicanálise da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É organizadora do grupo de estudos do pensamento de René Roussillon na América Latina.

Investimento: (para os próximos encontros)


Profissionais – R$ 400
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Membros do ITIPOA – R$ 350
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Estudantes – R$ 300
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(os valores podem ser parcelados em três vezes)

As inscrições são feitas através do email itipoa@itipoa.com.br ou no fone 51. 3311.3008

Leitura sugerida:

rrA leitura sugerida em nosso ciclo de estudos sobre Roussillon será: “Roussillon na América Latina”, organizado por Eliana Rache e Bernardo Tanis, pela editora Blucher, 2017. Este livro é resultado de vários trabalhos escritos e elaborados para o Congresso da Fepal, em Cartagena no ano de 2016.

Nele, seguindo o modelo proposto por René Roussillon, onde os autores enfatizam a necessidade de termos um pensamento clínico como lugar-ponte entre as diversas experiências vividas e o caminho de transformação num pensamento clínico contemporâneo. Também mostram da importância do enquadre interno do analista/terapeuta que possam colaborar com a simbolização, com o não verbal, bem como o não representado no trabalho analítico.

A clínica atual nos tem trazido cada vez mais pacientes com traumas iniciais, com falhas narcísico identitárias, patologias limites da infância, cujos temas são bastante aprofundados nos seus estudos.
A visão dele sobre a pulsão de morte, onde seria um retorno do estado anterior, o retorno às agonias primitivas, promovendo uma regressão deliberada do psiquismo, expressão das más relações com o objeto primário.

As agonias corporais que rumam pra uma simbolização, onde somente através do trabalho analítico será possível uma reconstrução, etapa por etapa, formando um vínculo prazeroso entre analista e paciente. A partir daí iniciará a simbolização primária, metabolizando as agonias primitivas corporais em experiência e num verdadeiro espaço para apropriação subjetiva.

Na técnica, já temos o risco da ritmicidade proposta pelo enquadre analítico se tornar obstáculo ao trabalho da simbolização ou fortalecer o símbolo da ausência em casos graves.